sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
George Müller e as Doutrinas da Graça

George Müller e as Doutrinas da Graça
"Antes desse tempo (quando cheguei a respeitar a Bíblia somente como minha regra de fé) eu me opunha fortemente às doutrinas da eleição, redenção particular (também chamada de expiação limitada) e graça para perseverança até o fim. Agora, porém, fui levado a examinar essas verdades preciosas pela Palavra de Deus. Tendo sido levado a não procurar nenhuma glória própria na conversão de pecadores, mas tão somente a me considerar como um mero instrumento, e havendo sido disposto a aceitar o que as Escrituras dizem, eu me aproximei da Palavra, lendo o Novo testamento desde seu início, com referência em particular a essas verdades.
Para minha enorme surpresa, descobri que as passagens que falam diretamente sobre eleição e graça perseverante eram cerca de quatro vezes mais abundantes do que as que aparentemente falam contra essas verdades. E após breve tempo, até mesmo essas poucas passagens, uma vez que as havia examinado e compreendido, serviram para me confirmar as doutrinas referidas.
Quanto ao feito que minha crença nessas doutrinas teve em minha vida, sou constrangido a afirmar, para a glória de Deus, que embora seja ainda muito fraco, e de forma alguma tão morto para a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida quando deveria ser, ainda assim, pela graça de Deus, tenho andado ainda mais perto dEle desde esse período. Minha vida não tem sido tão inconstante e posso dizer que tenho vivido muito mais para Deus do que antes."
Cerca de quarenta anos após, em 1870, Müller falou a alguns novos crentes sobre a importância do que lhe ocorrera em Teignmouth. Disse ele que sua pregação havia sido infrutífera por quatro anos na Alemanha, de 1825 a 1829, mas então ele veio à Inglaterra e foi instruído nas Doutrinas da Graça.
"Pelo tempo de minha chegada a este país, agradou a Deus mostrar-me as Doutrinas da Graça, de um modo que eu não as percebi antes. A princípio, eu odiei: "se isso é verdade, não posso fazer nada para a conversão dos pecadores, visto que tudo depende de Deus e da obra do seu Espírito". Mas, quando aprouve a Deus revelar-me estas verdades, meu coração foi trazido a um estado em que eu podia dizer: não estou apenas contente e ser um martelo, um machado ou um serrote, nãso mãos de Deus; mas também considerarei a maior honra ser usado por Ele de qualquer maneira. E, se pecadores forem salvos por minha instrumentalidade, eu Lhe darei toda a glória, do mais profundo de minha alma. E o Senhor me outorgou a bênção de ver frutos, frutos em abundância: muitos pecadores convertidos. E Deus sempre me tem usado, de uma maneira ou outra, em sua obra. "
Extraído do excelente texto de Gilson dos Santos: George Müller - Inteira dependência e fé na provisão de um Deus gracioso e soberano
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

João Calvino e “Os Cinco Pontos do Calvinismo”
por
Rev. André do Carmo Silvério
É muito comum se ouvir falar sobre “Os Cinco Pontos do Calvinismo”. Eu mesmo, quando me tornei aluno da classe de catecúmenos, com a finalidade de ser membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, lembro-me de ouvir por várias vezes falar sobre esse assunto. Contudo, meu raciocínio não era outro, senão, o de achar que o autor destes pontos era de fato o próprio reformador do século XVI: João Calvino. Mas somente no Seminário pude ter um contato mais próximo com obras literárias que falavam sobre o assunto, e, desta forma, creio ter sido esclarecido sobre o que realmente vem a ser “Os Cinco Pontos do Calvinismo”.
Portanto, o objetivo deste pequeno artigo é esclarecer de forma simples quem de fato escreveu os chamados “Cinco Pontos do Calvinismo”, por qual razão e porque eles são “cinco pontos” ao invés de sete ou dez. Além disso, procuraremos destacar a sua relevância para a nossa teologia.
1. Autoria
Ao contrário do que muitos pensam, não foi João Calvino quem escreveu “Os Cinco Pontos do Calvinismo”. Talvez algumas pessoas ficarão impressionadas com esta afirmação. No entanto, a magna pergunta que se faz é: Se não foi Calvino, quem foi então? “Estes cinco pontos foram formulados pelo Sínodo de Dort, Sínodo este convocado pelos estados Gerais (da Holanda) e composto por um grupo de 84 Teólogos e 18 representantes seculares, entre esses estavam 27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e outros países da Europa reunidos em 154 Sessões, desde 13 de novembro de 16 18 até maio de 1619” . [1] Portanto, peca por ignorância quem afirma ser João Calvino o autor destes cinco pontos, porque na verdade, a afirmação correta é que estes “pontos” foram fundamentados tão somente nas doutrinas ensinadas por ele. Aliás, este sistema doutrinário, se assim podemos chamá-lo, foi elaborado somente 54 anos após a morte do grande reformador (1509-1564).
2. Razão de sua Escrita
Os Cinco Pontos do Calvinismo foram formulados em resposta a um “documento que ficou conhecido na história como ‘Remonstrance' ou o mesmo que ‘Protesto'”, [2]apresentado ao Estado da Holanda pelos “discípulos do professor de um seminário holandês chamado Jacob Hermann, cujo sobrenome latino era Arminius (1560-1600). Mesmo estando inserido na tradição reformada, Arminius tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era simpático aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem”. Este documento formulado pelos discípulos de Arminius tinha como objetivo mudar os símbolos oficiais de doutrinas das Igrejas da Holanda (Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg ), substituindo pelos ensinos do seu mestre. Desta forma, a única razão pela qual Os Cinco Pontos do Calvinismo foram elaborados era a de responder ao documento apresentado pelos discípulos de Arminius.
3. Porque Cinco Pontos?
Este documento formulado pelos alunos de Jacob Arminius tinha como teor cinco principais pontos, conhecidos como “Os Cinco Pontos do Arminianismo”. E como já dissemos logo acima, em resposta a este Cinco Pontos do Arminianismo, o Sínodo de Dort elaborou também o que conhecemos como “Os Cinco Pontos do Calvinismo” ao invés de sete ou dez. Estes pontos do calvinismo são conhecidos mundialmente pela palavra TULIP, um acróstico popular que na língua inglesa significa:
T otal Depravity / Total Depravação
U nconditional / Election Eleição Incondicional
L imited Atonement / Expiação Limitada
I rresistible Grace / Graça Irresistível
P erseverance of Saints / Perseverança dos Santos
4. Os Cinco Pontos do Arminianismo Versus Os Cinco Pontos do Calvinismo.
1. Vontade Livre – O arminianismo diz que a vontade do homem é “livre” para escolher, ou a Palavra de Deus, ou a palavra de Satanás. A salvação, portanto, depende da obra de sua fé.
1. Depravação Total – O calvinismo diz que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.
2. Eleição Condicional – O arminianismo diz que a “eleição é condicional, ou seja, acredita-se que Deus elegeu àqueles a quem “pré-conheceu”, sabendo que aceitariam a salvação, de modo que o pré-conhecimento [de Deus] estava baseado na condição estabelecida pelo homem.
2. Eleição Incondicional – O calvinismo sustenta que o pré-conhecimento de Deus está baseado no propósito ou no plano de Deus, de modo que a eleição não está baseada em alguma condição imaginária inventada pelo homem, mas resulta da livre vontade do Criador à parte de qualquer obra de fé do homem espiritualmente morto.
3. Expiação Universal – O arminianismo diz que Cristo morreu para salvar não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não querem aceitar, irão para o inferno.
3. Expiação Limitada – O calvinismo diz que Cristo morreu para salvar pessoas determinadas, que lhe foram dadas pelo Pai desde toda a eternidade. Sua morte, portanto, foi cem por cento bem sucedida, porque todos aqueles pelos quais ele não morreu receberão a “justiça” de Deus, quando forem lançados no inferno.
4. A Graça pode ser Impedida – O arminianismo afirma que, ainda que o Espírito Santo procure levar todos os homens a Cristo (uma vez que Deus ama a toda a humanidade e deseja salvar a todos os homens), ainda assim, como a vontade de Deus está amarrada à vontade do homem, o Espírito [de Deus] pode ser resistido pelo homem, se o homem assim o quiser. Desde que só o homem pode determinar se quer ou não ser salvo, é evidente que Deus, pelo menos, “permite” ao homem obstruir sua santa vontade. Assim, Deus se mostra impotente em face da vontade do homem, de modo que a criatura pode ser como Deus, exatamente como Satanás prometeu a Eva, no jardim [do Éden].
4. Graça Irresistível – O calvinismo entende que a graça de Deus não pode ser obstruída, visto que sua graça é irresistível. Os calvinistas não querem significar com isso que Deus esmaga a vontade obstinada do homem como um gigantesco rolo compressor! A graça irresistível não está baseada na onipotência de Deus, ainda que poderia ser assim, se Deus o quisesse, mas está baseada mais no dom da vida, conhecido como regeneração. Desde que todos os espíritos mortos (= alienados de Deus) são levados a Satanás, o deus dos mortos, e todos os espíritos vivos (= regenerados) são guiados irresistivelmente para Deus (o Deus dos vivos), nosso Senhor, simplesmente, dá a seus escolhidos o Espírito de Vida. No momento que Deus age nos eleitos, a polaridade espiritual deles é mudada: Antes estavam mortos em delitos e pecados, e orientados para Satanás; agora são vivificados em Cristo, e orientados para Deus.
5. O Homem pode Cair da Graça – O arminianismo conclui, muito logicamente, que o homem, sendo salvo por um ato de sua própria vontade livremente exercida, aceitando a Cristo por sua própria decisão, pode também perder-se depois de ter sido salvo, se resolver mudar de atitude para com Cristo, rejeitando-o! (Alguns arminianos acrescentariam que o homem pode perder, subseqüentemente, sua salvação, cometendo algum pecado, uma vez que a teologia arminiana é uma “teologia de obras” – pelo menos no sentido e na extensão em que o homem precisa exercer sua própria vontade para ser salvo). Esta possibilidade de perder-se, depois de ter sido salvo, é chamada de “queda (ou perda) da graça”, pelos seguidores de Arminius. Ainda, se depois de ter sido salva, a pessoa pode perder-se, ela pode tornar-se livremente a Cristo outra vez e, arrependendo-se de seus pecados, “pode ser salva de novo”. Tudo depende de sua continua volição positiva até à morte!
5. Perseverança dos Santos – O calvinismo sustenta muito simplesmente que a salvação, desde que é obra realizada inteiramente pelo Senhor – e que o homem nada tem a fazer antes, absolutamente, “para ser salvo” -, é óbvio que o “permanecer salvo” é, também, obra de Deus, à parte de qualquer bem ou mal que o eleito possa praticar. Os eleitos ‘perseverarão' pela simples razão de que Deus prometeu completar, em nós, a obra que ele começou. Por isso, os cinco pontos de TULIP incluem a Perseverança dos Santos .
5. Considerações Finais
Para inteirar o leitor do todo da história, Spencer nos diz que após o Sínodo de Dort se reunir em 154 Sessões num “completo exame das doutrinas de Arminius e comparar cuidadosamente seus ensinos com os ensinos das Escrituras Sagradas, chegaram à conclusão que os ensinos de Arminius eram heréticos”. [5] “E não somente isto, mas o Concílio impôs censura eclesiástica aos ‘remonstrantes' depondo-os dos seus cargos, e a autoridade civil (governo) os baniu do país por cerca de seis anos”.
Diante disso, creio que a diferença crucial entre o Arminianismo e o Calvinismo se resume na palavra Soberania. Enquanto os calvinistas entendem que Deus opera a salvação na vida do ser-humano conforme a sua livre e soberana vontade, os arminianos salientam que o homem é capaz de por si só querer ou não ser salvo. Se partirmos da premissa que o homem está completamente morto diante de Deus como nos ensina Efésios 2:1, entenderemos porque a salvação depende tão somente da graça e da misericórdia do SENHOR, pois “não depende de quem quer ou quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9:16). Portanto, creio que os objetivos deste artigo foram de fato alcançados, demonstrando assim a verdadeira história dos “Cinco Pontos do Calvinismo”. Que assim, queira o Senhor nosso Deus nos abençoar e nos dar sempre a graça de sermos verdadeiros propagadores da história reformada.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Sem palavras...

Graça e paz vos sejam multiplicadas no pleno conhecimneto de Cristo..
Hoje é um daqueles dias que estamos sem nada a dizer (pelo menos pra mim), isso já deve ter acontecido com todos (acredito eu!!!), Comigo é assim, nem sempre, mesmo meditando diariamente nas Escrituras, sinto facilidade de pregar, elaborar um estudo sistemático, ensinar ou coisa parecida, na verdade as vezes me faltam palavras até na oração!! Mas qual é a verdadeira linguagem que Deus entende?......será a dos sinais fonéticos, ou dos gráficos?..não, não!...a que Deus entende é a que é oriunda das profundezas da alma, afinal no exercício da linguagem os sinais existem em função do significado e não ao contrário (a Gramática foi criada para produzir significado, mas a mesma pode ser um bloqueio para o entendimento de de determinada classe social,ou comunidade, por isso o que deve ser priorizado no ato da comunicaçao não é o bom uso da lingua mas produção de significado!!..entenda que não estou depreciando o conhecimento, nem o bom uso da norma culta em um texto ou situação comunicativa, mas sim esclarecendo o que merece prioridade!)....acho que já deve ter acontecido com você isso...não tem nada a falar, mais muita coisa a dizer, não com palavras mais com os mais profundos gemidos de um coração carente de mais e mais de Deus....então deixe seu coração falar, e com certeza Ele que habita, não em templos feitos por mãos humanas, mas ai mesmo dentro de você te ouvirá e te entenderá.
Perdoe-me pela falta de erudição e de profundidade Teológica neste post, mas isso é o que de fato acontece no dia a dia de um Cristão...mas a graça de Deus se manifesta em nossa incapacidade de expressar idéias e sentimentos, por isso o apóstolo Paulo disse que o Espirito de Deus assiste em nossas fraquezas,porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis!!(Rm 8.26)...como Calvino disse: Todo homem é mudo até que Deus abra sua boca para orar!!
Portanto a Ele a honra, a gloria e todo louvor..
Bruno Domingues
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Deus realmente faz o que quer???

Operando Eu Quem impedirá?
A frase supracitada está registrada no livro do profeta Isaias, que sem dúvida alguma, nos apresenta uma grande verdade (ou seja doutrina, pois aparece no novo Testamento a mesma realidade) biblica. Mostra-nos o poder do nosso Deus em efetuar tudo aquilo que segundo seu beneplácito Ele determinou fazer, afinal..quem poderia encolher o braço do Senhor quando este esta estendido?...ou quem pode estendê-lo quando Deus não deseja abençoar(salvar)? Existe um chavão no meio do povo evangélico que diz que somente nós mesmos podemos impedir Deus de operar em nossas vidas...até ai tudo bem...eu so gostaria de encontrar uma passagem bíblica que apresentasse essa doutrina!! A Biblia nos diz que niguém pode impedir os planos de Deus de serem concretizados (pela lógica, imagine!..que Deus frustrado seria o nosso, quando na realidade existe vontades suas que Ele, sendo TODO PODEROSO, não poderia concretizar!) Jo disse: Bem sei que tudo podes e NENHUM de seus pensamentos podem ser impedidos!! se de fato pudessemos frustrar os planos de Deus (frustrando-o)com certeza essa cláusula estaria presente na biblia Sagrada. Outra coisa, em que sentido podemos impedir Deus de operar?....porque não podemos dizer que Jó teve a oportunidade de impedir o Senhor de prová-lo...só podemos impedir Deus no que diz respeito ao bem?...onde isso está escrito?...onde esta ecrito que Deus deu poder ao homem superior ao seu?...homem é vaso (ou seja inanimado) portanto não tem direito de dizer: porque me fazes assim?..ou qual é finalidade disso? O único pretencioso respaldo(veterotestamentário) que existe é quando o povo de Israel não desejou ser obediente ao Senhor em respectivas situações, porém todo bom exegeta sabe que era propósito de Deus que Israel fosse edurecido para que chegasse a plenitude dos gentios e assim crucificassem o Rei da Glória( Rm 9.)Será que Faraó foi quem impediu Deus de operar em sua vida? Obviamente que não a biblia diz que foi Deus que o endureceu para que realizasse seu propósito e glorificasse seu nome nele. Os inimigos dessa doutrina alegam que se Deus endurecer alguém para nao crer nEle ele estaria sendo injusto, pois bem..Entaum Deus foi injusto com Faraó? ..porque não lhe deu oportunidade de arrpendimento, se fez isso com Faraó não poderia fazer com quem quer? Como a biblia mesmo diz:
14 Que diremos pois? que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma.
15 Pois diz a Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.
16 Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece.
17 Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.
18 Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer.
19 Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?
20 Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim?
21 Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?
22 E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição;
23 Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,
24 Os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios? (Rm 9)
...Portanto tenhamos em mente: Deus faz o que quer e em quem quer...e quando e onde quer!!!
Bruno Domingues
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Guia para Interpretação Bíblica
Nobres visitantes deste espaço abençoado por Deus. Tenho me sentido alarmado com o que tenho visto e ouvido esses dias por alguns ditos "pregadores" da Palavra, porém o que são de fato é MANIPULADORES da verdade, pois ferem textos das sagradas Escrituras para apoiarem seus pobres conceitos "Teológicos" (se é que podemos chamar assim). Anulam a Graça salvadora, estimulam a desordem em nossos cultos, e ainda usam a Biblia para ensinar os crentes a priorizarem os Carismas e as experiências pessoais, ao invés da sã doutrina, isso tudo sem respeitar nada do contexto e da verdadeira exegese Biblica. Respaldado pela minha indgnação e pelo pouco conhecimento que possuo, procurei postar algo não só para esses referidos pregadores, mas para todos que amam a verdadeira Palavra, pois a partir do momento que um texto biblico é citado fora de seu contexto, de verdade passa a ser mentira, e portanto deixa de ser a Palavra de Deus. Foi mais ou menos isso que Satanás fez diante de Jesus no deserto!!...citou versículos biblicos, porém fora de sua real interpretação!! Por falta de tempo, coloquei algo não de minha autoria, mas assim que possível, algo dado por Deus a mim estará a disposição dos queridos visitantes. O que verão a seguir, trata-se de um breve tratado de Hermenêutica, com algumas regrinhas de interpretação de Textos para todos que desejam errar menos na interpretação da Palavra de Deus...Deus abençoe e boa meditação e leitura!!!!"dividindo corretamente a Palavra da Verdade"
I. Pano de fundo da passagem
A. Qual o tema principal do livro?
B. Quais os propósitos do autor?
C. Qual o pano de fundo do autor?
D. Qual o cenário histórico?
E. Que tipo de literatura é essa? Parábola, poesia, apocalíptica, de ensino?
F. Entendimento/Contexto dos Leitores - a quem o livro foi escrito?
G. Uso de outros conceitos escriturísticos - Citações?
II. Contexto Imediato
A. Leia a passagem em pelo menos 3 traduções diferentes.
B. O que precede e se segue imediatamente à passagem?
C. Há algumas definições fornecidas pelo contexto imediato?
D. Qual é o argumento principal do capítulo inteiro?
E. Qual é o ponto principal da própria passagem?
F. Qual é o entendimento consistente da passagem no contexto?
III. Contexto Amplo
A. A minha interpretação faz essa passagem contradizer com
1. o próprio autor?
2. outras passagens bíblicas?
3. com o bom senso?
B. Quais outras passagens na Escritura lançam luz sobre os assuntos levantados nessa passagem?
Os passos acima são normalmente suficientes para a maioria dos propósitos de interpretação. Contudo, se for necessário estudo adicional, os seguintes passos são úteis:
I. Identificação de termos chaves
A. Liste as palavras “chave” na passagem.
B. Os significados delas é claro? Como as traduções diferem nesse ponto?
C. Consulte uma concordância para o significado das palavras nos idiomas originais.
D. Examine o uso da palavra (no idioma original) pelo autor, e então em outros livros.
E. Se for uma passagem do Novo Testamento, veja como os termos são usados no Antigo Testamento. Se do Antigo Testamento, veja como o conceito é levantado pelo Novo Testamento.
F. Determina se a frase é um idioma da linguagem.
II. Estudos de Palavras / Estudos Sintáticos
A. Consulte algum dicionário lingüístico sobre o uso do termo na Escritura e na literatura secular.
B. Estude a ocorrência de cada palavra no contexto cada vez que ela é usada na Escritura.
C. Estude possíveis termos cognatos (Grego-> Hebraico/Hebraico->Grego) e relações.
D. Examine a forma gramatical da palavra no contexto, e determina as relações sintáticas.
III. Estudos Textuais
A. Consulte um texto crítico da passagem nos idiomas originais.
B. Examine qualquer variante textual que tenha significado.
C. Determine possíveis efeitos de aceitação de várias leituras.
Há vários recursos disponíveis para a realização de todos os passos acima - o truque é encontrá-los e aprender como usá-los. Uma concordância exaustiva é obrigatória, e um bom dicionário bíblico é muito útil. Sempre tente trabalhar a passagem inteira sozinho antes de se voltar para os comentários. Há muitos comentários bons disponíveis, mas eles nunca são infalíveis. Eles pretendem ser apenas ajudas. O melhor comentário sobre a Bíblia é a própria Bíblia, particularmente a Bíblia como ela foi originalmente escrita. Se o grego e o hebraico estiverem disponíveis para você, invista em pelo menos três diferentes traduções para propósitos de comparação.
James White
"Indubitavelmente muitos (pregadores) dos que leram este breve resumo de regrinhas básicas de interpretação, estão afirmando consigo que ja conhecem o bastante a respeito, portanto concluo esta postagem com a fala do mestre Jesus que disse: Agora que sabeis estas coisas bem aventurado sois se as fizerdes!!(Jo 13:17)"
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Breve Dicionário neocrentecostal

Fé - Crer absolutamente naquilo que o pastor/apóstolo diga.
Amor - Atender o chamado do líder de louvor e dizer para a pessoa ao seu lado: "Eu te amo em Cristo Jesus".
Promessa - Carro, casa, dinheiro.
Evangelismo - Mandar alguém ir à igreja.
Adorar - Chorar durante horas cantando algum tipo de música lenta e repetitiva.
Fidelidade - Qualidade mostrada no ato de dizimar/ofertar mensalmente.
Levita - Pseudo-músico que se acha superior aos demais por cantar/tocar.
Perdão - Ficar fora de comunhão durante um tempo variável de acordo com o pecado.
Comunhão - Não ter ninguém te acusando ou falando a seu respeito.
Profeta - Expert em leitura corporal e oratória.
Deus - O cara responsável por abençoar quando mandado.
Espírito Santo - Ser que faz as pessoas caírem e receberem novas unções.
Jesus - Um cara que fez o oposto do que deve-se fazer.
Inferno - Lugar para onde os que não estão na igreja(templo) irão.
Diabo - O culpado por tudo de ruim que aconteça.
Esperança - Ser tão rico quanto os apóstolos da TV.
Salvação - Alcançada indo à igreja e sendo fiel (vide fidelidade).
Unção - Algo que se recebe para se sentir superior aos outros.
Abençoado - Ser cabeça e não cauda.
Pecado - Infração cometida contra a igreja e variável com a cartilha.
Igreja - Templo luxuoso que exige fidelidade para sua manutenção.
fonte:http://rapensando.blogspot.com/
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